segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O fundamento da verdadeira Igreja


“E,se Cristo não ressuscitou,é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.” (I Co 15:17).

Enquanto o poder dos imperadores romanos se consolidava sobre grande parte das sociedades antigas, em uma região distante do Império Romano desenvolvia-se o cristianismo: uma religião que com o tempo se expandiria pelo mundo romano e sobreviveria em muito as suas glórias.
O cristianismo surgiu na Palestina, uma região anexada pelos romanos em 64 a.C. Seu princípio é marcado pelo nascimento de Jesus Cristo. Na Palestina, muitos acreditavam na vinda de um Messias ou Cristo, anunciado pelos profetas. (Mq.5:2;Is.7:14).
Conforme a Bíblia, Jesus nasceu em Belém e foi morar em Nazaré, na Galiléia. (Mt.2:1;2:23).Com trinta anos, iniciou suas pregações, e recrutou um grupo de seguidores, os apóstolos (Mt.4:12-22). Na época, era difícil separar o poder político da religião. Para os romanos, o imperador era um deus. Por isso Jesus tornou-se suspeito ás autoridades. Condenado pelo sinédrio, Jesus foi crucificado no monte calvário. Conforme as Escrituras Sagradas ressuscitou após três dias e quarenta dias depois subiu ao céu. (Atos 1:3).

A ressurreição de Cristo está bem comprovada historicamente. Depois de ressurgir, Cristo permaneceu na terra por quarenta dias, aparecendo e falando com os apóstolos e muitos outros seus seguidores. Suas aparições depois da ressurreição são as seguintes: a Maria Madalena (Jo 20:11-18); ás mulheres que voltavam do sepulcro (Mt.28:9-10);a Pedro (Lc.24:34);aos dois que iam a caminho de Emaús (Lc.24:13-32);a todos os discípulos, exceto Tomé e outros com eles (Lc.24:36-43); a todos os discípulos num domingo á noite,uma semana depois(Jo 20:26-31); a sete discípulos junto ao mar da Galiléia (Jo 21:1-25); a 500crentes na Galiléia (Mt. 28:16-20 com I Co.15:6); etc.

Após a ascensão de Jesus seus seguidores formaram uma comunidade à parte dentro do Judaísmo, mantendo grande parte dos hábitos dessa religião.
Apesar da resistência, o Cristianismo se difundiu entre o povo judeu, surgindo a necessidade da organização de uma estrutura própria. Os apóstolos de Cristo, principais testemunhas da sua vida, reuniam-se numa comunidade religiosa composta essencialmente por judeus e centrada na cidade de Jerusalém. Esta comunidade praticava a comunhão dos bens, celebrava a partilha do pão em memória da última refeição tomada por Jesus e administrava o batismo aos novos convertidos. (Atos 2:41-47).
A partir de Jerusalém, os apóstolos partiram para pregar a nova mensagem, anunciando a nova religião inclusive aos que eram rejeitados pelo Judaísmo oficial. Assim, Filipe prega aos Samaritanos, o eunuco da rainha da Etiópia é batizado, bem como o centurião Cornélio. (Atos 8:5; 8:26-38;At.10:47-48).

O fundamento da igreja cristã é a confiabilidade da ressurreição de Jesus Cristo. Como observamos antes, o apóstolo Paulo disse: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.” (I Co.15:17). Este é um fato extremamente poderoso. A igreja cristã não é uma religião filosófica como o hinduísmo, o budismo, ou as várias e “novas espiritualidades”. Em vez disso, ela está ligada a uma questão extraordinariamente central; que a ressurreição de Jesus é um fato histórico!
Não dizemos que a ressurreição de Jesus Cristo seja a única questão teológica importante no cristianismo; longe disso. A crucificação de Jesus foi o evento que propiciou a salvação (foi o sacrifício) para aqueles que possuem um relacionamento pessoal com Ele. No entanto, foi a ressurreição de Jesus que confirmou a reivindicação profética de que Ele era o Filho de Deus; e venceria a morte para que pudéssemos ter a vida eterna.
A ressurreição fez os primeiros discípulos se alegrarem por saber que Jesus era quem dizia ser, e que a vida eterna estava assegurada. A ressurreição deu aos discípulos a confiança necessária para enfrentarem a morte alegremente, sabendo que existia uma maior recompensa para eles no céu.
Diferente de outras religiões, o cristianismo é baseado em fatos históricos. Ele não é uma filosofia ilusória. Se a ressurreição de Jesus nunca tivesse acontecido não haveria absolutamente nenhuma base para a igreja cristã. Ela não existiria.

Bibliografia de referência:

01. ARRUDA,José Jobson de A. e PILETTI, Nelson. Toda a história.11º.ed.São Paulo,Àtica,2002.

02. Bíblia de Estudo Pentecostal.

A Igreja Apostólica Romana forma seu estado

A organização da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) estava definida por volta do século III,com a estruturação do clero secular e surgimento do clero regular.
Em 325,o Concílio de Nicéia estabeleceu a igualdade entre os “patriarcas” (chefes espirituais) de Jerusalém,Alexandria,Antioquia e Roma.Mas já se atribuía,desde então,autoridade especial ao bispo de Roma.Sua supremacia era defendida com argumentos distorcidos,extraídos dos evangelhos.

A autoridade do bispo de Roma sobre toda a cristandade ocidental começou a ser reconhecida por Teodósio, imperador que oficializou o cristianismo como religião do Império Romano e que empregou pela primeira vez a palavra papa. Pouco a pouco, esse poder foi se considerando, até ser reconhecido oficialmente pelo imperador Valentiniano III, com a publicação do Edito da Supremacia Papal, em 445.
Ao longo da Idade Média, a ICAR se tornou a instituição de maior poder temporal, controlando vastas áreas e enorme contingente populacional.
O primeiro papa da Idade Média foi Gregório I (590-604), que se aproveitou da falência do poder imperial na península Itálica, onde não havia governante, para assumir o poder temporal na região Gregório I estabeleceu os direitos e obrigações do clero, estimulou a fé pelo canto gregoriano, desligou-se da influência do Império Bizantino e, acima de tudo, procurou converter os povos germânicos ao cristianismo, trabalho continuado por seus sucessores. Por volta da metade do século VIII, grande parte da população da Europa Ocidental estava sob a influência da ICAR.

Em 756, a ICAR constituiu seu próprio Estado na península Itálica, quando Pepino, o Breve,doou ao papado o Patrimônio de São Pedro formado por terras tomadas dos lombardos. Com o nascimento do Estado da ICAR, o poder temporal do papa, que passou a exercer funções de verdadeiro monarca, aumentou de forma considerada.
Pouco a pouco, a monarquia pontifical se fortalecia e intervia cada vez mais na escolha dos bispos. Apesar de eleitos pelo clero e pelo povo, bispos e arcebispos deviam ter seus nomes confirmados, em Roma, pelo papa.
Para administrar a ICAR, que contava com número cada vez maior de fieis, o papado constituiu a Cúria Romana, espécie de secretaria geral, cujos membros mais importantes eram os cardeais. Em nome dos fiéis, tinham a função de eleger o papa. Os fiéis, assim, deixaram de participar dessa escolha.
Para cobrir as despesas administrativas, o papa criou o fisco pontifical, espécie de tesouro formado por rendas geradas nas propriedades do papado, contribuições, taxas sobre serviços e impostos cobrados aos reinos cristãos.
Durante a Idade Média, a igreja continuava seguindo em direção à formalidade e ao institucionalismo.
O papado procurava exercer sua autoridade, não somente em questões espirituais mais também em assuntos temporais. Muitos papas e bispos tentaram “espiritualizar” esse período da história, no qual imaginavam o Reino de Deus (ou a Igreja Católica Romana) espalhando sua influência e regulamentos por toda a terra. Tal atitude resultou numa tensão constante entre os governantes seculares e os papas pela manutenção do controle. Não obstante, com poucas exceções, o papado mantinha a supremacia em quase todas as áreas da vida.
É certo que nem todos aceitaram a crescente secularização da Igreja e sua aspiração de cristianizar o mundo. Houve algumas tentativas notáveis de reformar a Igreja, na Idade Média, e de recolocá-la no caminho da verdadeira espiritualidade. Vários movimentos monásticos ( por exemplo, os cluníacos do século X e os franciscanos do século XIII e até mesmo leigos (os albigenses e os valdenses , ambos do século XII) fizeram esforços nesse sentido. Figuras de destaque, como os místicos Bernardo de Clarival (século XII) e Catarina de Siena (século XIV) e clérigos católicos, como John Wycliffe (século XIV) e João Huss (final do século XIV, início do século XV) procuravam livrar a Igreja Católica de seus vícios e corrupção e devolvê-la aos padrões e princípios da Igreja do Novo Testamento. A Igreja de Roma, no entanto, rejeitava de modo geral essas tentativas de reformar. Ao contrário, tornava-se cada vez mais endurecida na doutrina e institucionalizada na tradição. Semelhante atitude tornou quase inevitável a Reforma Protestante.

Bibliografia de referência:

01. ARRUDA,José Jobson de A. e PILETTI, Nelson. Toda a história.11º.ed.São Paulo,Àtica,2002.

02. HORTON,S.M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD,1996.

AS GRANDES DIFERENÇAS ENTRE A IGREJA DE CRISTO E O CATOLICISMO ROMANO:


                                      

                                    
                                                                                                                                                               

IGREJA DE CRISTO

CATOLICISMO ROMANO

É seguidora de Cristo

É seguidora de Roma

O fundamento é Cristo

O fundamento é o Clero

Segue a doutrina dos apóstolos

Segue a bula papal

O sangue de Cristo purifica pecados

A alma segue para o purgatório

Cristo é o único mediador

Maria é intercessora (mediadora)

Cristo é o único caminho

As obras são caminhos (santos)

Baseia-se na Palavra de Deus

Baseia-se nas liturgias

Foi fundada por Cristo

O fundamento é Pedro

As doutrinas são bíblicas

“Os pais da igreja” ou papas

Recomenda a leitura da Bíblia

É pecado para os leigos (hoje estão aceitando)

Aceitam apenas os livros canônicos

Aceita os apócrifos

O batismo é por imersão

O batismo é por aspersão

Batizam-se homens pecadores arrependidos

Batizam-se crianças inocentes

Adora a Cristo

Adora ou venera “santos”

O pecador vem a Cristo

O pecador procura as imagens (Maria)

O homem em Cristo ao morrer vai para o céu

O homem sem Cristo ao morrer vai para o purgatório

O homem é justificado pela graça

O homem é justificado pelas penitências

O homem em Cristo é luz

O homem é trevas (usam velas)

O homem tem certeza de salvação

O homem irá para o julgamento final

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O maior império da antiguidade (Final).

Otávio, o primeiro imperador, acumulou os títulos de: Augusto, antes destinado apenas aos deuses, pelo qual ele se tornou conhecido; Príncipe, primeiro cidadão de Roma; Imperator, comandante absoluto do exército; Pontifex maximus, sacerdote supremo; Tribunus potestas, Tribuno vitalício; e Pai da Pátria, um título jamais conhecido anteriormente.

As numerosas reformas administrativas, sociais e culturais realizadas por Augusto alteraram completamente a antiga organização republicana, dando início ao Império.
Augusto procurou primeiro pacificar os territórios dominados. Seu objetivo principal era consolidar e proteger as fronteiras do Império, dando-lhes segurança. Para defender a Gália das invasões dos povos germânicos, invadiu o norte da Europa. Após algumas vitórias, a expedição comandada por Varo contra o chefe germânico Armínio terminou em desastre, com três legiões massacradas. As fronteiras nessa região foram então fixadas no rio Reno.
Ao norte do Império, a fronteira era delimitada pelo rio Danúbio. No Oriente, Augusto anexou a Galácia e a Judéia; estabeleceu soberania também sobre a Armênia. Os limites nessa parte da Ásia iam até o rio Eufrates, além do qual viviam os partas.

O exército também passou por grandes reformas. Foi transformado em uma força permanente, composta de soldados profissionais e homens recrutados nas províncias, não mais por mercenários. Ao fim de 25 anos de serviço, os soldados recebiam uma recompensa em terra ou dinheiro. As legiões, com um total de 300 mil legionários, foram distribuídos ao longo das fronteiras para defendê-las contra os inimigos.
Ao longo do século IV, os povos germânicos que habitavam o norte da Europa invadiram o território romano, atraídos pelas terras férteis e mais quentes do sul. Aproveitavam-se das dificuldades que os romanos tinham para defender suas fronteiras. Eram também pressionados pelos hunos, guerreiros mongóis que se destacavam pela destreza insuperável nos combates, que se deslocavam por seu território.
Visigodos, francos, burgúndios, anglos, saxões, entre outros povos, começaram então a romper as fronteiras e a fragmentar o território controlado pelo outrora poderoso Império Romano. Os povos invasores eram chamados de bárbaros pelos romanos, por não terem os mesmos padrões culturais. Os hábitos desses povos eram considerados brutais e pouco civilizados; a língua era incompreendida e detinham pouca tecnologia em comparação com os romanos.
Após inúmeras invasões, os romanos controlavam apenas a península Itálica; os demais territórios do Império Romano do Ocidente eram controlados pelos invasores, declarados aliados.
Em 476, o Império Romano do Ocidente desintegrou-se. Odoacro, rei dos hérulos, dêpos o último imperador romano do ocidente, Rômulo Augústulo. Da poderosa Roma, restou apenas o Império Romano do Oriente, que se manteria ainda por muitos séculos.


Bibliografia de referência:

História: das cavernas ao Terceiro Milênio: volume único/ Myriam Becho Mota, Patrícia Ramos Braick.-1.ed.-São Paulo: Moderna, 1997.

Toda História
ARRUDA,José Jobson de A. e PILETTI,Nelson.11.ed.,editora Ática,2002.

O maior império da antiguidade (Parte 2).

Um dos problemas enfrentados pelos políticos romanos foi a questão da terra, associado à grande desigualdade social que afligia a maior parte da população.
Em 133 a.C., Tibério Graco conseguiu a aprovação de uma lei agrária que limitou a extensão dos latifúndios da nobreza e autorizou a distribuição de terras públicas para os desempregados.
Essa lei desagradou aos grandes proprietários, que se opuseram à sua aplicação. Em 132 a.C, Tibério Graco e mais 500 partidários da lei agrária foram assassinados.
Os massacres dos sem-terras e dos escravos rebelados eram sintomas da crise generalizada do regime republicano. Roma crescera, tornara-se um império mundial. As instituições concebidas para o autogoverno de uma sociedade de pequenos proprietários agrícolas não funcionavam mais.

Num clima de crescente instabilidade, diversos chefes militares passaram a disputar o poder. Roma conheceu os governos autoritários dos generais Mário e Sila. Este último derrotou Mário e se tornou ditador vitalício, mas abdicou em 79 a.C., abrindo caminho para os triunviratos ( governo de três pessoas).
O regime republicano de Roma foi o resultado da mistura de elementos monárquicos (Magistraturas), aristocráticos (Senado) e democráticos (Assembléia).

No século I a.C., era enorme a diferença entre a pequena cidade nascida às margens do Tibre e a Roma toda-poderosa, agora senhora do Mediterrâneo. A economia, a política, a vida social e religiosa dos romanos passaram por profundas transformações. Logo ficou claro que as instituições republicanas adequadas às necessidades da cidade, não serviam para aquele Estado que abrangia todo o Mediterrâneo.
Todas as mudanças ocorridas na sociedade romana devido às influências externas eram exploradas pelos grupos que lutavam pelo poder. Os nobres, filhos de magistrados, tinham fácil acesso a cargos públicos. Apoiado pela clientela elegia-se magistrados, em geral comprando votos ou falsificando o resultado das eleições. Quando julgados, eram beneficiados pelos juízes, pertencentes à mesma camada social.

Os maiores adversários dos nobres eram os cavaleiros, que queriam participar da política para ampliar seu poder econômico. Encontravam, entretanto, resistência dos patrícios, que os impediam de ocupar cargos na magistratura e no senado. A plebe ora exigia a distribuição de terras públicas e a limitação do tamanho das propriedades dos ricos, ora se contentavam com as esmolas que recebia; era, portanto, instrumento nas mãos de patrícios ou cavaleiros.
Os aliados aos romanos sofriam as mesmas privações da plebe mas não tinham os mesmos direitos; por isso, passaram a exigir igualdade política.
A República romana estava às portas da guerra civil, que acabaria por desintegrá-la e implantaria o regime imperial de governo.

 Bibliografia de referência:

01.História: das cavernas ao Terceiro Milênio: volume único/ Myriam Becho Mota, Patrícia Ramos Braick.-1.ed.-São Paulo: Moderna, 1997.
02.ARRUDA,José Jobson de A. e PILETTI,Nelson.Toda a História.11.ed.,editora Ática,2002.