Otávio, o primeiro
imperador, acumulou os títulos de: Augusto, antes destinado apenas aos deuses,
pelo qual ele se tornou conhecido; Príncipe, primeiro cidadão de Roma;
Imperator, comandante absoluto do exército; Pontifex maximus, sacerdote
supremo; Tribunus potestas, Tribuno vitalício; e Pai da Pátria, um título
jamais conhecido anteriormente.
As numerosas
reformas administrativas, sociais e culturais realizadas por Augusto alteraram
completamente a antiga organização republicana, dando início ao Império.
Augusto procurou
primeiro pacificar os territórios dominados. Seu objetivo principal era
consolidar e proteger as fronteiras do Império, dando-lhes segurança. Para
defender a Gália das invasões dos povos germânicos, invadiu o norte da Europa.
Após algumas vitórias, a expedição comandada por Varo contra o chefe germânico
Armínio terminou em desastre, com três legiões massacradas. As fronteiras nessa
região foram então fixadas no rio Reno.
Ao norte do
Império, a fronteira era delimitada pelo rio Danúbio. No Oriente, Augusto
anexou a Galácia e a Judéia; estabeleceu soberania também sobre a Armênia. Os
limites nessa parte da Ásia iam até o rio Eufrates, além do qual viviam os
partas.
O exército também
passou por grandes reformas. Foi transformado em uma força permanente, composta
de soldados profissionais e homens recrutados nas províncias, não mais por
mercenários. Ao fim de 25 anos de serviço, os soldados recebiam uma recompensa
em terra ou dinheiro. As legiões, com um total de 300 mil legionários, foram
distribuídos ao longo das fronteiras para defendê-las contra os inimigos.
Ao longo do século
IV, os povos germânicos que habitavam o norte da Europa invadiram o território
romano, atraídos pelas terras férteis e mais quentes do sul. Aproveitavam-se
das dificuldades que os romanos tinham para defender suas fronteiras. Eram
também pressionados pelos hunos, guerreiros mongóis que se destacavam pela
destreza insuperável nos combates, que se deslocavam por seu território.
Visigodos,
francos, burgúndios, anglos, saxões, entre outros povos, começaram então a
romper as fronteiras e a fragmentar o território controlado pelo outrora
poderoso Império Romano. Os povos invasores eram chamados de bárbaros pelos
romanos, por não terem os mesmos padrões culturais. Os hábitos desses povos
eram considerados brutais e pouco civilizados; a língua era incompreendida e
detinham pouca tecnologia em comparação com os romanos.
Após inúmeras
invasões, os romanos controlavam apenas a península Itálica; os demais
territórios do Império Romano do Ocidente eram controlados pelos invasores,
declarados aliados.
Em 476, o Império
Romano do Ocidente desintegrou-se. Odoacro, rei dos hérulos, dêpos o último
imperador romano do ocidente, Rômulo Augústulo. Da poderosa Roma, restou apenas
o Império Romano do Oriente, que se manteria ainda por muitos séculos.
Bibliografia de
referência:
História: das
cavernas ao Terceiro Milênio: volume
único/ Myriam Becho Mota, Patrícia Ramos Braick.-1.ed.-São Paulo: Moderna,
1997.
Toda História
ARRUDA,José Jobson de A. e PILETTI,Nelson.11.ed.,editora Ática,2002.
ARRUDA,José Jobson de A. e PILETTI,Nelson.11.ed.,editora Ática,2002.
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