“E,se
Cristo não ressuscitou,é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos
pecados.” (I Co 15:17).
Enquanto o poder dos imperadores romanos se consolidava sobre grande parte das sociedades antigas, em uma região distante do Império Romano desenvolvia-se o cristianismo: uma religião que com o tempo se expandiria pelo mundo romano e sobreviveria em muito as suas glórias.
O
cristianismo surgiu na Palestina, uma região anexada pelos romanos em 64 a.C.
Seu princípio é marcado pelo nascimento de Jesus Cristo. Na Palestina, muitos
acreditavam na vinda de um Messias ou Cristo, anunciado pelos profetas.
(Mq.5:2;Is.7:14).
Conforme
a Bíblia, Jesus nasceu em Belém e foi morar em Nazaré, na Galiléia.
(Mt.2:1;2:23).Com trinta anos, iniciou suas pregações, e recrutou um grupo de
seguidores, os apóstolos (Mt.4:12-22). Na época, era difícil separar o poder
político da religião. Para os romanos, o imperador era um deus. Por isso Jesus
tornou-se suspeito ás autoridades. Condenado pelo sinédrio, Jesus foi
crucificado no monte calvário. Conforme as Escrituras Sagradas ressuscitou após
três dias e quarenta dias depois subiu ao céu. (Atos 1:3).
A
ressurreição de Cristo está bem comprovada historicamente. Depois de ressurgir,
Cristo permaneceu na terra por quarenta dias, aparecendo e falando com os
apóstolos e muitos outros seus seguidores. Suas aparições depois da
ressurreição são as seguintes: a Maria Madalena (Jo 20:11-18); ás mulheres que
voltavam do sepulcro (Mt.28:9-10);a Pedro (Lc.24:34);aos dois que iam a caminho
de Emaús (Lc.24:13-32);a todos os discípulos, exceto Tomé e outros com eles
(Lc.24:36-43); a todos os discípulos num domingo á noite,uma semana depois(Jo
20:26-31); a sete discípulos junto ao mar da Galiléia (Jo 21:1-25); a 500crentes
na Galiléia (Mt. 28:16-20 com I Co.15:6); etc.
Após
a ascensão de Jesus seus seguidores formaram uma comunidade à parte dentro do
Judaísmo, mantendo grande parte dos hábitos dessa religião.
Apesar
da resistência, o Cristianismo se difundiu entre o povo judeu, surgindo a
necessidade da organização de uma estrutura própria. Os apóstolos de Cristo,
principais testemunhas da sua vida, reuniam-se numa comunidade religiosa
composta essencialmente por judeus e centrada na cidade de Jerusalém. Esta comunidade
praticava a comunhão dos bens, celebrava a partilha do pão em memória da última
refeição tomada por Jesus e administrava o batismo aos novos convertidos. (Atos
2:41-47).
A
partir de Jerusalém, os apóstolos partiram para pregar a nova mensagem, anunciando
a nova religião inclusive aos que eram rejeitados pelo Judaísmo oficial. Assim,
Filipe prega aos Samaritanos, o eunuco da rainha da Etiópia é batizado, bem
como o centurião Cornélio. (Atos 8:5; 8:26-38;At.10:47-48).
O
fundamento da igreja cristã é a confiabilidade da ressurreição de Jesus Cristo.
Como observamos antes, o apóstolo Paulo disse: “Se
Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos
pecados.” (I Co.15:17).
Este é um fato extremamente poderoso. A igreja cristã não é uma religião
filosófica como o hinduísmo, o budismo, ou as várias e “novas
espiritualidades”. Em vez disso, ela está ligada a uma questão
extraordinariamente central; que a ressurreição de Jesus é um fato histórico!
Não
dizemos que a ressurreição de Jesus Cristo seja a única questão teológica
importante no cristianismo; longe disso. A crucificação de Jesus foi o evento
que propiciou a salvação (foi o sacrifício) para aqueles que possuem um
relacionamento pessoal com Ele. No entanto, foi a ressurreição de Jesus que
confirmou a reivindicação profética de que Ele era o Filho de Deus; e venceria
a morte para que pudéssemos ter a vida eterna.
A
ressurreição fez os primeiros discípulos se alegrarem por saber que Jesus era
quem dizia ser, e que a vida eterna estava assegurada. A ressurreição deu aos
discípulos a confiança necessária para enfrentarem a morte alegremente, sabendo
que existia uma maior recompensa para eles no céu.
Diferente
de outras religiões, o cristianismo é baseado em fatos históricos. Ele não é
uma filosofia ilusória. Se a ressurreição de Jesus nunca tivesse acontecido não
haveria absolutamente nenhuma base para a igreja cristã. Ela não existiria.
Bibliografia
de referência:
01.
ARRUDA,José Jobson de A. e PILETTI, Nelson. Toda a história.11º.ed.São
Paulo,Àtica,2002.
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