Um dos problemas
enfrentados pelos políticos romanos foi a questão da terra, associado à grande
desigualdade social que afligia a maior parte da população.
Em 133 a.C.,
Tibério Graco conseguiu a aprovação de uma lei agrária que limitou a extensão
dos latifúndios da nobreza e autorizou a distribuição de terras públicas para
os desempregados.
Essa lei
desagradou aos grandes proprietários, que se opuseram à sua aplicação. Em 132
a.C, Tibério Graco e mais 500 partidários da lei agrária foram assassinados.
Os massacres dos
sem-terras e dos escravos rebelados eram sintomas da crise generalizada do
regime republicano. Roma crescera, tornara-se um império mundial. As instituições
concebidas para o autogoverno de uma sociedade de pequenos proprietários
agrícolas não funcionavam mais.
Num clima de
crescente instabilidade, diversos chefes militares passaram a disputar o poder.
Roma conheceu os governos autoritários dos generais Mário e Sila. Este último
derrotou Mário e se tornou ditador vitalício, mas abdicou em 79 a.C., abrindo
caminho para os triunviratos ( governo de três pessoas).
O regime
republicano de Roma foi o resultado da mistura de elementos monárquicos (Magistraturas),
aristocráticos (Senado) e democráticos (Assembléia).
No século I a.C.,
era enorme a diferença entre a pequena cidade nascida às margens do Tibre e a
Roma toda-poderosa, agora senhora do Mediterrâneo. A economia, a política, a
vida social e religiosa dos romanos passaram por profundas transformações. Logo
ficou claro que as instituições republicanas adequadas às necessidades da
cidade, não serviam para aquele Estado que abrangia todo o Mediterrâneo.
Todas as mudanças
ocorridas na sociedade romana devido às influências externas eram exploradas
pelos grupos que lutavam pelo poder. Os nobres, filhos de magistrados, tinham
fácil acesso a cargos públicos. Apoiado pela clientela elegia-se magistrados,
em geral comprando votos ou falsificando o resultado das eleições. Quando
julgados, eram beneficiados pelos juízes, pertencentes à mesma camada social.
Os maiores
adversários dos nobres eram os cavaleiros, que queriam participar da política
para ampliar seu poder econômico. Encontravam, entretanto, resistência dos
patrícios, que os impediam de ocupar cargos na magistratura e no senado. A
plebe ora exigia a distribuição de terras públicas e a limitação do tamanho das
propriedades dos ricos, ora se contentavam com as esmolas que recebia; era,
portanto, instrumento nas mãos de patrícios ou cavaleiros.
Os aliados aos
romanos sofriam as mesmas privações da plebe mas não tinham os mesmos direitos;
por isso, passaram a exigir igualdade política.
A República romana
estava às portas da guerra civil, que acabaria por desintegrá-la e implantaria
o regime imperial de governo.
Bibliografia
de referência:
01.História:
das cavernas ao Terceiro Milênio:
volume único/ Myriam Becho Mota, Patrícia Ramos Braick.-1.ed.-São Paulo:
Moderna, 1997.
02.ARRUDA,José Jobson de A. e PILETTI,Nelson.Toda
a História.11.ed.,editora Ática,2002.
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