
As profundas
mudanças por que passou a Europa no final da Idade Média expressaram-se, no
plano da cultura, em verdadeira revolução: o Renascimento, que se iniciou na
península Itálica no século XIV e se estendeu até o século XVII por toda
Europa. Os artistas, escritores e pensadores renascentistas exprimiram em suas
obras os ideais, os valores e a visão de mundo da nova sociedade que emergia da
crise do mundo medieval.
Na Idade Média,
grande parte da produção intelectual e artística estava ligada à igreja. Seus
temas e seus valores expressavam uma dimensão religiosa e as relações com Deus.
Na Idade Moderna, a arte e o saber voltaram-se para o mundo concreto, para a
humanidade e sua capacidade de transformar o mundo. [1]
O Renascimento
teve início na península Itálica, e foi apoiado pelos burgueses, que se
tornaram os principais patrocinadores desse movimento.
As principais
características da sociedade renascentista foram o racionalismo, o
individualismo e o antropocentrismo.
Essa filosofia humanista
que até hoje é propagada em nosso meio, tem colocado o homem como o centro de
tudo, excluindo a Palavra de Deus e o próprio Deus, de suas conjecturas. Essa
filosofia ensina que o homem e o universo são apenas originários da energia que
se transformou em matéria, por obra do acaso.
“No princípio,
criou Deus os céus e aterra.” (Gn.1:1).
“E disse Deus:
façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os
peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra,
e sobre todo réptil que se move sobre a terra.” (Gn.1:26).
Muitos tem
distorcido a mensagem de Gênesis 1.26 , inclusive alguns “cristãos” que admitem
a divinização do homem, baseando-se em uma exegese totalmente falsa do texto de
Gênesis 1.26.
Esse texto, apenas
esclarece que o homem tem um valor especial como criatura. E que a imagem de
Deus refere-se apenas à nossa natureza moral-intectual-espiritual. Não podemos
interpretar como se fosse semelhança física. Deus não possui forma física ou humana.
“Mas a hora vem, e
agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em
verdade, por que o Pai procura a tais que assim o adorem.
Deus é Espírito, e
importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (Jo. 4.23,24).
Então, concluímos
que a cultura renascentista e moderna está ligada ao antropocentrismo do grego
anthropos (humano); e kentron (centro) que é uma concepção que considera que a
humanidade deve permanecer no centro do entendimento dos humanos, isto é, o universo
deve ser avaliado de acordo com a sua relação com o homem.
O humanismo
renascentista propõe o antropocentrismo no lugar do teocentrismo, que mostra
Deus no centro de tudo.
“Porque dele, e
por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente.
Amém!” (Rm 11.36).
Referência
Bibliografica:
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